A Mobilidade de Belo Horizonte que precisamos e o que queremos:
Para uma cidade ter um equilíbrio entre seu sistema de mobilidade, se faz necessário a utilização de vários tipos e modos de transporte. Nos modos coletivos e motorizados temos o transporte público coletivo por ônibus, transporte escolar, transporte fretado, e metrô (quando viável). Nos modos motorizados individuais temos os veículos particulares (carros e motos), taxi, transporte por aplicativo (Uber, 99, etc.) e os modos ativos (a pé, bicicleta, patinete).
A era digital abriu novas oportunidades para melhorar a experiência das pessoas no uso do transporte público. Aplicativos, , aquisição de créditos eletrônicos, bilhetes de QRCode, integração com descontos tarifários, tudo isso já é realidade no transporte público de Belo Horizonte. Além do alcance de meios de transporte por APP, e sua regulamentação mesmo que com necessidade de melhoria, fiscalização e maior controle por parte da gestão de mobilidade do município de Belo Horizonte.
Mesmo com toda tecnologia, intervenções viárias, utilização de meios eletrônicos de fiscalização, as reclamações dos usuários mostradas diariamente na mídia apontam insatisfações com o que é hoje ofertado, problemas de educação com a falta de respeito ao espaço do outro, descumprimento da legislação, falta de empatia, acumulando com o cotidiano de cada um em seus problemas pessoais, econômicos e sociais, a Mobilidade Urbana está caminhando também para uma questão de saúde pública.
Mesmo com as evoluções de gestão dos serviços de transporte que compõem a Mobilidade no Município, as avaliações da Mobilidade Urbana percebidas pelos usuários, permanecem negativas.
A sonhada implantação da tarifa zero do transporte público municipal e a substituição da frota de ônibus por veículos “zero emissão de dióxido de carbono – CO2 Tudo isso com base nas emissões de CO2 do ano de 2019. Mas o desafio econômico de equilibrar os recursos públicos é enorme, além da complexidade que envolve os outros tipos de modais, pois pode provocar nos demais modos e tipos de transporte de Belo Horizonte. O serviço de taxi lotação se manteriam viáveis? Qual impacto desta política nos táxis da cidade? E no transporte escolar e nos serviços fretados? O Transporte Suplementar, como seria? Entraria na situação de tarifa zero, em razão de ser individual sua concessão de permissão?
Situações que necessitam de uma amplitude de debates, propostas e participação de todos os setores da sociedade, a começar com a participação dos representantes dos modais envolvidos; taxistas, transportadores escolares, consórcio do transporte suplementar, metro, motociclistas, transporte fretado, etc. Para uma conscientização de que a Mobilidade Urbana não é um problema, e sim a solução para uma sociedade bem-sucedida.
Edcarlos Gomes do Carmo
Servidor da BHTRANS-PBH Formação em Administração de Empresas
Especialista em Mobilidade Urbana
